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[textos] Raíssa Ralola visita Parabólica Ocupação (RJ) e experimenta Café com Dança

[Participantes numa sessão do Café com Dança / fotos: Tânia Ikeoka]

O último 29/mai (qui) foi dia de mais um Café com Dança, parte da programação da Parabólica – projeto de ocupação do Teatro Cacilda Becker (RJ) – e Raíssa Ralola (gerenciadora de conteúdo de ctrl+alt+dança) foi conferir a combinação de aula de dança aberta ao público e lançamento de livros. A “visita” rendeu um relato, que vocês podem conferir abaixo.

Pra quem ficou curios@, toda quinta é dia de Café com Dança na Parabólica Ocupação. Informe-se sobre a programação de cada semana e tudo o que tem acontecido no Teatro Cacilda Becker no blog da ocupação: http://parabolica.info.

Confira o relato de Raíssa:

Cheguei ao Teatro Cacilda Becker para um Café com Dança, programação corrente das quintas-feiras, sempre às 18h, na Parabólica Ocupação. O flyer anunciava programa especial, com a participação de Christian Laszlo e sua proposta “Difícil não Dançar”. Não sabia exatamente do que se tratava, apenas que o substantivo dança e o verbo dançar estavam envolvidos. No cartaz em preto e branco, uma pessoa insinuava movimento acompanhada da seguinte descrição: “vertente de gêneros, texturas e vibrações musicais derramadas sobre um encontro de dança”.

Adentrei o teatro e já rolava música. A iluminação oscilava compondo cenários e alguém dançava livre no linóleo preto. Pessoas na plateia observavam e logo este alguém que estava na cena da luz veio até as cadeiras, convidando, num sinal de mãos, para a dança. Acho que ali comecei a entender um pouco. Troquei-me e adentrei o espaço. Aos poucos, fui me deixando levar pela música, me jogando com dança. Assim fui. Assim foi. Assim vieram mais pessoas que se deixaram embalar e juntos criamos muitos desenhos, texturas e vibrações, como propunha o cartaz.

Duas horas de dança sem parar. Muito movimento entre poucos momentos de silêncio (silêncio do corpo, pois a música não parou sequer por segundos). Lembro que, do começo até o fim, algumas vezes passou pela minha cabeça a pergunta: quem é o propositor ou propositora desta ação? (Pois, claro, Christian é um nome masculino comum no Brasil, mas podia tratar-se de uma moça de outra nacionalidade) Não resolvi esta questão até o momento final, quando a música cessou, a luz geral do teatro se acendeu e todos começaram a conversar. Daí, compreendi que Christian era o rapaz que assumia papel de DJ, de seletor musical. “Ah, sim!!! Então, ele é o propositor”, pensei.

Fui até ele saber um pouco da proposta e perguntei se era DJ. Ele disse que não. Daí, perguntei se ele era da dança e ele disse que não. Disse que é agrônomo, apicultor e é casado com Jussara Miller que, segundo ele, é bailarina desde sempre. Ele foi convivendo, se aproximando da arte e querendo propor coisas também. Um tanto inusitado e interessante, não? Eu achei que sim…  ainda que não tão distante, pois lidar com a natureza não seria também um saber artístico?

Depois do vinho e dos inúmeros bate-papos ao longo do lançamento dos livros de Jussara Miller (“Qual é o corpo que dança?”) e Alessandra Vanucci (“A Missão Italiana – Histórias de uma geração de diretores no Brasil”), fui para casa me perguntando: será que Christian sabe lidar com as abelhas assim como embalou nossos seres dançantes?

 

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