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Angel Vianna no SESC Palco Giratório: mestra retoma turnê do espetáculo "Qualquer Coisa a Gente Muda"

[Angel Vianna e Maria Alice Poppe em Qualquer Coisa a Gente Muda / foto: divulgação]

Após passar pelas cidades de Porto Alegre (RS), Recife (PE), Cuiabá (MT) e Manaus (AM) no primeiro semestre de 2014, a querida mestra Angel Vianna reinicia em agosto sua turnê pelo circuito especial do SESC Palco Giratório, no qual é a artista homenageada deste ano. Em cartaz com o espetáculo Qualquer Coisa a Gente Muda, com coreografia de João Saldanha, Angel divide o palco com a bailarina Maria Alice Poppe e também ministra oficinas e palestras pelas cidades percorridas.

A turnê se reinicia em Belo Horizonte, cidade natal da homenageada, nos dias 23 e 24/ago (sáb e dom), segue para São Paulo (27 e 28/ago) e, em seguida, para o sul do país (Florianópolis (SC) (2 e 4/set) e Joinville (SC) (7 e 8/set)). Ainda em setembro, o espetáculo retorna ao Rio de Janeiro nos dias 10, 11 e 12/set (qua a sex), segue para Porto Velho (ES) (19 e 20/set) e encerra o mês em Vitória (ES) (24 a 29/set). A turnê só termina mesmo na primeira semana de outubro (01 a 04/out) na capital baiana, Salvador.

Para saber mais sobre a circulação de Qualquer Coisa a Gente Muda no Palco Giratório e acessar a sua ampla programação de espetáculos e atividades pelo Brasil, clique aqui. Abaixo, é possível conferir o texto de homenagem e apresentação do Palco Giratório para Angel Vianna, escrito pela bailarina e coreógrafa Ana Vitória Freire:

 

ANGEL VIANNA: PERFORMANDO NO MUNDO, por Ana Vitória 

Não uma bailarina daquelas de caixinha de música, que, ao ser acionada por um comando, começa a girar, girar e girar… Sempre com seus magros e pálidos braços levantados em uma quinta posição, acima de sua cabeça. Não. Angel, angelical na vida sim, mas na hora de dançar ela é Ângela, ou melhor, Maria Ângela Abras Vianna, porque é dessa sua hereditariedade que vem seu tônus muscular e coragem para expressar sua dança.

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Angel começou a dançar atraída, sim, por aquela bailarina da caixinha de música, mas fez de um sonho uma possibilidade real e fez-se bailarina clássica. Teve um mestre de balé clássico, o professor Carlos Leite (1914-1994), interpretou papeis das fábulas europeias mais conhecidas e seguiu libretos ao pé da letra. Chegou até a dançar no mesmo palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro como bailarina do Ballet Nina Verchinina, vivendo um “verdadeiro” conto de fadas com um príncipe de “verdade”, ninguém menos que o grande bailarino russo Rudolf Nureyev!

Imbuída do seu DNA da coragem, herdado do pai e da avó paterna, Angel foi mais longe ainda, escolhendo a dança, um homem que dança para ser seu parceiro de vida e profissão e ainda teve um filho que, tal como a mãe e tal como o pai, foi um mestre na dança. Assim, Angel perpetuou o seu sonho e o seu saber, em seu corpo e no corpo do outro, sempre pela experiência do sensível, desenrijecendo-o e dilatando-o. Mas Angel não é uma bailarina de tutu bandeja, espartilhos e sapatilhas apertadas. Ela é uma bailarina expressionista!!! Pois a bailarina romântica desde cedo foi contaminada e afetada pelo seu entorno e pelo seu interior, logo, a gravidade fez-se peso em seu corpo e a bailarina teve que se despir dos perolados figurinos para pisar o chão e embrenhar-se em suas próprias vísceras para fazer-se bailarina expressionista.

 

 

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