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Companhia Urbana de Dança e Andrea Jabor celebram trajetórias criativas e apresentam trabalhos no Rio de Janeiro

[Companhia Urbana de Dança em Nêgo.eu.ele.nós.tudo preto / foto: Jamie Kraus]

A partir de amanhã (5/mar), a Companhia Urbana de Dança inicia uma nova temporada no Teatro Dulcina (RJ) com o objetivo de celebrar seus 10 anos de atividades. Composta dos espetáculos Nêgo.eu.ele.nós.tudo preto (com apresentações entre 5 e 15/mar) (ver foto acima) e Na Pista (19 a 22/mar), a temporada possui sessões sempre às 19h.

Nêgo.eu.ele.nós.tudo preto celebra a negritude e propõe reflexões sobre a questão racial. Conforme aponta Sonia Destri, coreógrafa e diretora da companhia:

No Brasil, quem mais morre, e se morre muito, e violentamente, são os jovens negros. Os números são impressionantes. É certo: os dançarinos da Companhia Urbana de Dança hoje são ponto fora da curva dessa estatística dolorosa. Mas, ser negro, jovem e urbano da periferia, e dançar com talento e ousadia, diz não só de beleza, mas de resiliência.

Por sua vez, Na Pista marca o retorno da companhia às suas raízes no subúrbio carioca. Ritmos e sequências coreográficas que fizeram parte da vida d@s jovens dançarin@s inspiraram a companhia neste trabalho, que tem como referência os clássicos das pistas de dança – “hits” de Michael Jackson, Jamiroquai, Tim Maia e Lauryn Hill, por exemplo. O título do espetáculo também faz alusão à gíria da periferia, como uma expressão de liberdade, sinônima a “estar na vida”.

Com classificação indicativa livre e ingressos a R$20 (inteira) e R$10 (meia), a temporada da Companhia Urbana de Dança no Teatro Dulcina se estende até 22/mar. O Teatro Dulcina fica na Rua Alcindo Guanabara, 17 – Centro – Rio de Janeiro (RJ).

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[Andrea Jabor em A Rainha e o Lugar / foto: Rodrigo Castro]

Por sua vez, em comemoração aos seus 15 anos de trabalho, Andrea Jabor estreia A Rainha e o Lugar nesta sexta-feira (6/mar) (ver foto acima). O solo ganha sessões no Espaço SESC (RJ) até o dia 29.

A coreógrafa que, desde 2008, vem se dedicando à pesquisa sobre as matrizes do samba carioca (para a sua companhia Arquitetura do Movimento), nesta montagem reúne todas as referências no seu próprio corpo. Com direção artística de Ana Achcar, figurinos de Flávio Souza e vídeos de Gustavo Gelmini, o espetáculo estabelece um diálogo entre corpo, vídeos e ambientes sonoros, além das vestimentas e objetos da rainha, num tributo aos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro.

A Rainha e o Lugar focaliza a pesquisa na soberania do corpo como expressão e mecanismo de poder, junto a uma investigação sobre modos de construção da identidade através da relação com os lugares que ocupamos, almejamos ou negamos. Gustavo Gelmini, especialista em filmes de dança, reflete: “Fiquei muito instigado em entender o que era essa Rainha em um país onde relações com reis e rainhas nunca foram motivo de orgulho, no entanto, a partir de nossas conversas, fui entendendo esse lugar de realeza como merecimento”.

O espetáculo fica em cartaz às sextas, sábados e domingos (sex e sáb, às 21h; e dom, às 20h) no Mezanino do Espaço SESC. Com classificação indicativa 12 anos, A Rainha e o Lugar possui ingressos a R$20 (inteira), R$10 (meia-entrada) e R$5 (associad@s SESC).

O Espaço SESC fica na Rua Domingos Ferreira, 160 – Copacabana – Rio de Janeiro (RJ).

 

 

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