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Ausência e memória são mote para 2 criações cênicas em cartaz na ponte RJ-SP

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Marina Caron e Anderson Gouvêa em “Casa Vazia” / foto: José Romero

A morte na sociedade ocidental contemporânea é vista com luto e pesar, e foi a partir da reflexão sobre a ausência de entes queridos que Marina Caron e Anderson Gouvêa (ver foto acima) se reuniram depois de 8 anos afastad@s. Ao viver o luto de suas mães, @s bailarin@s, que fizeram parte do Estúdio Nova Dança (grupo propulsor do desenvolvimento e da produção artística em dança contemporânea na cidade de São Paulo na década de 1990), se propuseram a investigar e ressignificar a perspectiva da morte – não como oposição à vida, mas como uma transformação de forças à presença. “Sentíamos a necessidade de investigar corporalmente os espaços vagos, os lugares de ausência, os rastros e memórias presentes em nossas vidas neste momento”, compartilha Marina.

O espetáculo Casa Vazia, fruto dessas investigações, foi construído a partir de improvisações experimentadas ao longo de 2 meses, explorando imagens e sensações, estados e presenças de cada dia. A temporada no Viga Espaço Cênico começou na semana passada, e há novas sessões até o final do mês: às sextas e sábados (21h), e aos domingos (19h), com ingressos a R$20 (inteira) e R$10 (meia-entrada), e classificação indicativa 14 anos.

O Viga Espaço Cênico fica na Rua Capote Valente, 1.323 – Sumaré (próximo ao metrô Sumaré) – São Paulo (SP).

Denise Stutz em "Finita" / foto:
Denise Stutz em “Finita” / foto: José Caldeira

Finita, solo de Denise Stutz, volta às terras cariocas e circula pelas Arenas Culturais de Guaratiba, Pavuna, Penha e Madureira. Com recursos do Programa de Fomento à Cultura Carioca 2014 (Secretaria Municipal de Cultura / SMC-RJ), o espetáculo ganha uma sessão amanhã (19/jun, às 14h30) na Arena Carioca Abelardo Barbosa – Chacrinha (Rua Soldado Elizeu Hipólito, 138 – Guaratiba).

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Criado em 2013, numa parceria com o Festival Panorama, Finita tem a memória, a perda e o envelhecimento como motes de sua investigação. Partindo de uma carta escrita pela mãe de Denise, a pesquisa deu corpo primeiramente a um videodança intitulado “Para que você não esqueça” e, então, seguiu com a criação do espetáculo.

[Em 17/mai/2014, publicamos uma conversa entre André Bern (editor de ctrl+alt+dança) e Denise sobre Finita. O bate-papo compôs o episódio #6 dos nossos Podcasts ctrl+alt+dança.]

Em cena, a artista traz objetos relicários como materialização de memórias e histórias. Denise guia @s espectador@s através de seus gestos que, mesclados a palavras e narrativas, constroem uma dramaturgia ficcional e acolhedora, envolvendo a tod@s num cenário de paisagens e sensações. Conforme escreveu nossa redatora Gabriela Alcofra (relato publicado em 23/jul/2014 sob o título “No rastro do gesto”):

Entendo Finita como algo que não termina ou, pelo menos, que a gente não sabe como termina, que a gente não sabe onde vai dar e que, ainda assim, permite a ficção, a coexistência, o absurdo e o simples. Não seria assim também a vida?

De Guaratiba, o trabalho segue para as Arenas: Jovelina Pérola Negra (Praça Ênio – Pavuna), com sessões nos dias 26 e 27/jun (às 19h30 e 20h, respectivamente); Carlos Roberto de Oliveira – Dicró (Avenida Brás de Pina, s/n – Parque Ary Barroso – Penha), nos dias 23 e 24/jul (às 20h); e Fernando Torres (Rua Bernardino de Andrade, 200 – Parque Madureira – Madureira), em 25 e 26/jul (às 20h e 19h, respectivamente). Nas apresentações desta circulação, o espetáculo possui ingressos a apenas R$2.

 

 

 

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