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[ctrl+alt+dança MÓVEL] [textos] [vídeos] Raíssa Ralola propõe retrospectiva sobre a presença de Mariama Camara no IV África Livre (RJ)

Mariama Camara [1] foto_Julius Mack
Mariama Camara (centro) acompanhada de participantes de sua oficina no IV África Livre (RJ) / foto: Julius Mack
Foi mesmo muito interessante acompanhar o trabalho da artista africana, da Guiné, Mariama Camara no IV África Livre, evento que aconteceu no fim de semana de 22 a 24/mai na comunidade do Vidigal, no Rio de Janeiro. Mariama ministrou oficinas e concedeu à equipe do ctrl+alt+dança MÓVEL, com muita simpatia, uma bela entrevista numa agradável manhã de domingo.

Nessa conversa, compartilhou sua experiência como bailarina, as tradições e danças de seu país, além do interesse em se relacionar com a cultura brasileira e até em ser convidada para coreografar a comissão de frente de uma escola de samba. As oficinas conduzidas por Mariama, cheias e muito animadas, foram povoadas por uma característica marcante: sua capacidade de agregar ensino e mostra cênica, perfazendo um festejo coletivo com tod@s @s participantes, de presenças diversas. Pessoas de variadas idades, inclusive crianças, advindas do Vidigal, de diversos locais do Rio de Janeiro e cidades próximas, acompanharam os dias de evento que transcorreram na praça e na Associação de Moradores da comunidade.

Em meu último texto, publicado em 23/mai/2015, no qual também abordava o trabalho de Mariama, ressaltava a ambivalência bem casada entre o coletivo e o individual, e a possibilidade de confecção de uma dança para tod@s. Esta foi uma qualidade que constatei mais uma vez na roda de improvisação na noite de domingo: uma jam session que aconteceu nos momentos finais do África Livre, na qual tod@s puderam mostrar sua dança.

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Nosso fotógrafo-bailarino Julius Mack, membro da equipe ctrl+alt+dança MÓVEL, entrou na roda, se arriscando a improvisar essa dança rítmica e ancestral, mesmo sem tê-la provado no corpo anteriormente. Saiu dali, como que banhado e renovado, dizendo, com um grande sorriso no rosto: “eu estava onde deveria estar”.

Para você que não foi ao África Livre, mas acompanhou as postagens sobre o trabalho de Mariama aqui no ctrl+alt+dança, abaixo seguem algumas imagens da oficina-apresentação em plena praça do Vidigal:

 

Raíssa Ralola é artista e educadora. Estudou Artes (UFJF) e Dança e Metodologia Angel Vianna (FAV). É mestre em Artes (UERJ), participou da equipe de coordenação da Pós-Graduação em Conscientização do Movimento e Jogos Corporais na Faculdade Angel Vianna (entre 2013 e 2015), e atualmente é professora da Faculdade Machado Sobrinho (Juiz de Fora (MG)). Mora em Juiz de Fora (MG).

 

 

 

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