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JF em Dança: Raíssa Ralola libera seu 3º relato sobre o festival

foto: Louise Ralola
Público no Centro Cultural Pró-Música / foto: Louise Ralola

Tenho observado o quão bom tem sido o espaço do JF em Dança para encontrar pessoas e partilhar com elas; o quão alegres tornam-se todos ao mostrar/observar processos de pesquisa, inquietações, buscas artísticas. Ainda que não dê para equacionar de forma macro, acredito que crescemos um pouquinho ao longo desses dias de evento, no qual estão incluídos artistas da dança da cidade de maneira tão participativa.

Na verdade, JF em Dança não começou na última quarta-feira, 30/set. Teve início há oito meses, quando 5 grupos da cidade se lançaram a desenvolver suas criações após terem sido contemplados pelo edital de Pesquisa e Criação para artistas e grupos locais, promovido pela Prefeitura de Juiz de Fora através da FUNALFA.

Ou melhor, o evento talvez tenha começado nas inúmeras reuniões entre a Comissão de Dança de Juiz de Fora e o poder público, representado por Toninho Dutra e sua equipe da FUNALFA; ou ainda, na reunião pública de avaliação do 5º Festival Nacional de Dança de Juiz de Fora, em 2013 (evento do qual o ctrl+alt+dança também participou fazendo cobertura).

Silvana Marques e Sylvia Renhe / foto: Louise Ralola
Silvana Marques e Sylvia Renhe / foto: Louise Ralola

Desde o fim de 2013, a classe artística local, em parceria do poder público, vinha tentando pensar num novo formato para o festival de dança da cidade; buscando encontrar algo que invertesse a lógica de uma vitrine exclusiva de produtos artísticos na direção de um mote de fomento e estímulo à criação. Os artistas da cidade urgiam por este estímulo, e parece que isto foi alcançado.

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É claro que ajustes devem ser feitos para que um amadurecimento crescente da classe artística local siga se configurando, mas é algo que se evidencia como caminho a ser trilhado de agora em diante. Tem sido emocionante para muitos apresentar/assistir/viver os resultados das pesquisas realizadas ao longo destes oito meses. Confesso que tenho me surpreendido positivamente com as mostras e também com a quantidade de público em todos os espaços e apresentações. A cidade tem prestigiado e acompanhado tudo de perto.

Raíssa Ralola no Diversão & Arte Espaço Cultural / foto: Louise Ralola
Alegra-me poder participar como relatora deste profícuo momento que a dança e sua classe têm vivido em Juiz de Fora. Seguimos juntos… afinal de contas, ainda restam quatro dias de evento e neles a cidade deve permanecer em dança.

 

Comentários

2 comments

  1. Sempre aprecio como Raissa trata todos os eventos com respeito, assim contribuindo com seu olhar, tanto para as companhias observadas, como para o campo da dança em geral. Parabéns!

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