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JF em Dança: Raíssa Ralola escreve último relato

Dudude Herrmann no Fórum: Residência e Pesquisas em Dança - JF em Dança (MG) / foto: Louise Ralola
Dudude Herrmann no Fórum: Residência e Pesquisas em Dança – JF em Dança (MG) / foto: Louise Ralola

 

REFLEXÕES SOBRE A PERMANÊNCIA, por Raíssa Ralola

 

É chegada a hora do quinto e último relato sobre o JF em Dança, evento que acompanhei de perto, em parceria com a fotografia de Louise Ralola e a edição de André Bern. Neste momento, minha escrita vem em tom de despedida, de agradecimento e reflexão sobre o que deste evento deve permanecer.

O que deve permanecer do 1º JF em Dança?

Em seus dois últimos dias, 5 e 6/out, o evento contou com a presença da coreógrafa Dudude Herrmann na realização do Fórum: Residência e Pesquisas em Dança. Em sua fala, após uma pequena vivência na cidade ministrando a oficina Práticas do Sensível, Dudude ressaltou a validade e pertinência do Edital de Pesquisa e Criação em Dança para Artistas e Grupos Locais como fomento de pesquisa, criação e produção. Destacou a necessidade de posicionamento e luta da classe artística para que o edital permaneça como política pública da Prefeitura de Juiz de Fora para a dança da cidade.

Sem dúvida, o edital promoveu certo frescor no cenário da dança de Juiz de Fora, da Zona da Mata Mineira e, por que não dizer, de Minas Gerais. Aqui, nesta cidade de grande porte, ainda que estejamos muito próximos dos grandes centros do sudeste do país, vivemos até então uma realidade interiorana na produção artística: incentivo reduzido, mercado inexistente. Como acontece em muitas outras cidades brasileiras, por aqui, há tempos muitos artistas não se enveredavam nas práticas de composição devido às mesmas impossibilidades enumeradas acima.

É satisfatório perceber que esta realidade parece se modificar pouco a pouco.  A ação do Edital de Pesquisa e Criação em Dança, que subvencionou novos trabalhos de artistas locais, é um exemplo de mudança. Após esta semana de estreia de cinco novos espetáculos, temos produções com algum fôlego para ganhar estrada e avançar para outras terras.

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Sim, o edital deve permanecer nos próximos anos, e afirmo que a classe artística local vai lutar, Dudude… e seguir trabalhando, como já vem fazendo, em parceria com o poder público. Ah, antes que me esqueça, aponto que também devem permanecer a alegria, os encontros e a crença na potência da arte.

Despeço-me como relatora do 1º JF em Dança parabenizando a FUNALFA e seu superintendente Toninho Dutra,  além da Comissão Municipal de Dança de Juiz de Fora. Agradeço pela parceria de Louise Ralola, que seguiu ao meu lado pelos espaços culturais da cidade, produzindo belas imagens do evento; e a André Bern que, mesmo à distância, em terras cariocas, acompanhou tudo atentamente, disseminando informações sobre o festival através das postagens no blog e nas redes sociais. Gostaria de agradecê-lo, em especial, por editar meus textos com apreço e por dirigir o ctrl+alt+dança com tanto amor e dedicação nestes quatro anos.

 

Raíssa Ralola é artista e educadora. Estudou Artes (UFJF) e Dança e Metodologia Angel Vianna (FAV). É mestre em Artes (UERJ), participou da equipe de coordenação da Pós-Graduação em Conscientização do Movimento e Jogos Corporais na Faculdade Angel Vianna (entre 2013 e 2015), e atualmente é professora da Faculdade Machado Sobrinho (Juiz de Fora (MG)). Mora em Juiz de Fora (MG).

 

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