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RJ-SP-DF: dança no final de semana

Taanteatro dança
“cARTAUDgrafia”, trilogia proposta pela Taanteatro Companhia (SP) / foto: Wolfgang Pannek

O final de semana tem a estreia da terceira parte da trilogia proposta pela Taanteatro Companhia em São Paulo. Com sessões neste sábado e domingo (31/out, às 21h; e 1/nov, às 20h) no Viga Espaço Cênico, cARTAUDgrafia 3: Retorno do Momo encerra a investigação poética da vida-obra do dramaturgo francês Antonin Artaud e trata de seu embate com a psiquiatria.

cARTAUDgrafia: dança, teatro, música, vídeo e poesia integrados

As encenações interligadas da trilogia cARTAUDgrafia enfocam, cada uma a seu turno, uma dimensão específica da produção de Artaud – as crises do espírito, da cultura, da linguagem – tendo como fio condutor “o problema da liberdade autêntica”. Conforme aponta o texto de divulgação:

O conjunto das encenações opera como um rito de passagem sobre a crise da representação no Ocidente (…) retoma as indagações artaudianas acerca da liberdade do corpo, do pensamento e da cultura frente às migrações populacionais que desafiam as certezas geopolíticas do Ocidente na atualidade.

Baseada em várias obras do dramaturgo, em parte inéditas no Brasil, a trilogia integra dança, teatro, música, vídeo e poesia, e conta com a autoria e direção de Wolfgang Pannek, e a direção coreográfica de Maura Baiocchi. Além de cARTAUDgrafia 3: Retorno do Momo, nas semanas seguintes serão apresentadas as outras partes do projeto: cARTAUDgrafia 1: Uma correspondência cARTAUDgrafia 2: Viagem ao México.

Com ingressos a R$20 (inteira) e R$10 (meia-entrada), e classificação indicativa 12 anos, as partes da trilogia seguem em cartaz até 13/dez, com duração entre 60 (cARTAUDgrafias 1 e 3) e 120 minutos (cARTAUDgrafia 2). O Viga Espaço Cênico fica na Rua Capote Valente, 1.323 – Pinheiros (metrô Sumaré) – São Paulo (SP).

dança na EAV
O Festival Panorama 2015 promoverá conversas com artistas à beira da piscina da EAV-Parque Lage (RJ) / foto: Pedro Agilson

No Rio de Janeiro, a 24a. edição do Festival Panorama “entra em cena” em 12 espaços culturais presentes em diversas áreas da cidade. Com foco na relação entre dança, texto e passagem do tempo, a nova edição compõe-se de performances, intervenções urbanas, conversas públicas, instalações e oficinas – e ocupa, pela primeira vez, o Parque Madureira e a Sala Cecília Meireles.

Festival Panorama 2015: dança no fim de semana

Neste final de semana, há sessões de Sensescapes, de Dalija Acin Thelander (Sérvia) [31/out e 1/nov, às 11h, 14h e 16h, no Oi Futuro Flamengo]; O que podemos dizer do Pierre, de Vera Mantero (Portugal) [31/out e 1/nov, respectivamente às 19h e 18h30, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV)]; Poros, do Coletivo em Silêncio (Brasil, Rio de Janeiro) [31/out e 1/nov, 14h às 17h, na EAV]; e Hu(r)mano, de Marco da Silva Ferreira (Portugal) [1 e 2/nov, às 19h30, no Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto].

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Em parceria com a Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV), o festival promoverá conversas públicas com 3 artistas participantes da edição 2015: Denise Stutz, Michel Groisman e Alejandro Ahmed. Os bate-papos acontecerão à beira da piscina da EAV, com entrada franca, nos dias 3, 4 e 9/nov:

  • [3/nov (ter), 17h às 19h] Denise Stutz: as possibilidades da palavra na dança, a memória como movimento e a presença que se estabelece a partir da ausência.
  • [4/nov (qua), 17h às 19h] Michel Groisman: a relação com o outro enquanto força propulsora de processos criativos.
  • [9/nov (seg), 17h às 19h] Alejandro Ahmed: vestígio e continuidade, trajetória de convívio e criação artística na companhia catarinense Grupo Cena 11 Cia. de Dança.

Visite o site do festival para acessar a programação completa e conferir horários, locais e valores de ingressos.

dança Os Lugares Sem
“Os Lugares Sem”, de Marcos Buiati / foto: Thiago Sabino

Em Brasília (DF), há outra estreia: Os Lugares Sem, de Marcos Buiati. Inspirado livremente no livro “As Cidades Invisíveis”, de Ítalo Calvino, o espetáculo conta com recursos do Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Estado de Cultura do Distrito Federal e ganha suas primeiras sessões no Espaço Pé Direito e nos teatros SESC Paulo Gracindo e Paulo Autran.

Os Lugares Sem: dança e metamorfoses na cidade

Marcos Buiati, que assina a direção e coreografia do trabalho, explica que Os Lugares Sem é sobre “estar em movimento e dar vazão às transformações do percurso, da nossa experiência como cidadãos na paisagem urbana”:

É o meu olhar como criador, como artista, que precisa conseguir fazer pontes com o público, fazer a obra criar pontes (…) Os Lugares Sem é sobre estar atento às metamorfoses que nos habitam e nos tornam outros.

Com classificação indicativa 12 anos, as sessões contam com a performance d@s bailarin@s Lívia Bennet e Vitor Hamamoto, além do próprio Marcos. Para conferir as apresentações, basta levar 2kg de feijão e trocar por um ingresso.

Neste final de semana (31/nov e 1/nov, respectivamente às 21h e 20h), as sessões de Os Lugares Sem acontecerão no Espaço Pé Direito (Rua 1, Casa 23 – Vila Telebrasília) – haverá bate-papo com o elenco ao final da performance. Vale lembrar que há apenas 40 lugares disponíveis a cada apresentação.

Obtenha mais informações sobre o projeto: www.oslugaressem.com.br.

 

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