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Dança no final de semana (cont.): ponte RJ-SP

"jogo de Damas", com a Esther Weitzman Companhia de Dança / foto: divulgação
“Jogo de Damas”, com a Esther Weitzman Companhia de Dança / foto: divulgação

Hoje e amanhã (31/out e 1/nov, respectivamente às 20h e 19h), a Esther Weitzman Companhia de Dança volta a apresentar Jogo de Damas no Rio de Janeiro. As sessões acontecerão no Teatro Cacilda Becker (Rua do Catete, 338 – Catete – metrô Largo do Machado), no contexto do projeto de ocupação Muito Além da Dança.

Em cena, 8 mulheres de idades distintas relacionam-se a partir de um jogo que revela expressividades e vivências em movimento. Configura-se como uma conversa entre gerações, criada sobre afetos e singularidades, que busca dar forma às particularidades do movimento de cada intérprete no trabalho do grupo.

Em 2/jul/2014, nossa redatora Raíssa Ralola fez questionamentos sobre a disponibilidade de jogar o jogo explícito no título do espetáculo:

(…) algo que percebi foi que nem todas as damas estavam dispostas a lançar-se ao jogo e, como o jogo é voluntário, um tal estado brincante por vezes faltava. o saber do dançar ou o saber dançar sobrepuja-se ao deixar jogar e, consequentemente, dançar (…) se vou ao tabuleiro sabendo o resultado, não há por que jogar.

Críticas à parte, Jogo de Damas tem acumulado prêmios – dentre eles, a presença na listagem de Melhores Espetáculos de 2013 do jornal O Globo – e realizado uma intensa circulação por diversas cidades brasileiras. Após as apresentações do final de semana no Teatro Cacilda Becker (com ingressos a R$20 (inteira) e R$10 (meia-entrada)), o espetáculo ganha uma nova sessão no dia 3/nov (ter), às 20h, no Espaço Tom Jobim (localizado no Jardim Botânico) – como parte da programação do Multicidade (Festival Internacional de Mulheres nas Artes Cênicas)Jogo de Damas possui classificação indicativa 10 anos.

Confira abaixo um vídeo de divulgação do espetáculo:

dança Cia. R.E.C.
“Bô”, com a Cia. R.E.C. / foto: Renato Mangolin

Também no Rio de Janeiro, a Cia. R.E.C. apresenta Bô no Galpão Gamboa (Rua da Gamboa, 279 – Gamboa). Com sessões hoje e amanhã (31/out e 1/nov, respectivamente às 21h e 20h), o trabalho propõe uma teia aparentemente caótica, na qual emerge uma dança carregada de humor e delicadeza.

Num bate-papo com André Bern (editor de ctrl+alt+dança) e Sonia Destri, coreógrafa da Companhia Urbana de Dança – que compôs o episódio #27 dos Podcasts ctrl+alt+dança, publicado em 8/jun/2015 – Alice Ripoll contou sobre o processo de criação da obra, dirigida por ela, cujo título significa “você” em crioulo cabo-verdiano:

Leia mais:  Entre Rio de Janeiro e Minas Gerais: "Vertigem das Listas", de Regina Miranda + Café da Tarde com Leo Serrano no Atelier Dudude
A gente sempre trabalhou mais com contato e coreografia (…) dessa vez, a gente foi mergulhar no improviso, em estados, em outras coisas (…) que também solicitam um amadurecimento dos intérpretes, sabe… até uma independência de mim.

Com ingressos a R$20 (inteira), R$10 (meia-entrada) e R$5 (moradores da Gamboa e arredores), Bô possui classificação indicativa 10 anos. Uma dica: quem estiver perto da zona sul pode garantir uma vaga na van que sai da Pequena Central (Rua Conde de Irajá, 98 – Botafogo) hoje (às 19h30) e amanhã (às 18h30) – é só enviar um e-mail para vandancagamboa@gmail.com.

dança Nathalia Catharina
Nathalia Catharina em “Anatomia da Melancolia – experiência I” / foto: Daniel Athayde

Em São Paulo, a bailarina-coreógrafa Nathalia Catharina ocupa o Espaço Cênico do SESC Pompeia com a temporada de estreia de seu solo, intitulado Anatomia da Melancolia – experiência I. Com sessões amanhã e segunda-feira (1 e 2/nov, às 19h), o trabalho propõe um mergulho na obra homônima do teólogo inglês Robert Burton, escrita em 1621, para abordar a melancolia como corporeidade capaz de revelar dados significativos de nossa realidade presente.

Fruto de uma parceria entre Nathalia e o dramaturgo Ivan Delmanto, Anatomia da Melancolia – experiência I leva em conta o corpo como medida de todas as coisas e a melancolia como sintoma inevitável de um esvaziamento psíquico e criativo. A bailarina-coreógrafa acredita que expressar tal vazio “é preenchê-lo de percepções que rememoram e ressignificam o passado e, desse modo, resistir à órbita vazia que caracteriza o mundo contemporâneo”:

Talvez seja na vastidão do vazio melancólico que poderemos encontrar um novo sentido para nosso corpo histórico esquecido.

Contemplado com recursos da 18a. edição do Programa de Ação Cultural (ProAC) – Secretaria de Estado de Cultura de São Paulo – Anatomia da Melancolia – experiência I possui classificação indicativa 14 anos e ingressos a R$20 (inteira), R$10 (meia-entrada) e R$6 (associad@s SESC). O SESC Pompeia fica na Rua Clélia, 93 – Vila Pompeia – São Paulo (SP).

 

[*] Esta postagem contou com a colaboração de Gabriela Alcofra.

 

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