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2 mostras de dança movimentam São Paulo

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Célia Gouvêa em “Alavancas e Dobradiças” / foto: Vitor Vieira

Em cartaz desde a sexta-feira passada, a 8a. edição da Mostra Lugar Nômade de Dança segue até o dia 29 (dom), com patrocínio da PETROBRAS e direção artística de João Andreazzi. Como de costume, o evento acontece no Espaço Cênico O Lugar, em São Paulo.

Conforme explica João:

A intenção da mostra é que experimentadores e investigadores da dança contemporânea mostrem seus trabalhos e dividam com outros artistas e o público em geral suas pesquisas e questões artísticas. Em comum, os grupos escolhidos têm o fato de aliarem qualidade e propostas que compõem uma perspectiva interessante da dança contemporânea.

Na segunda semana da mostra de dança, cuja programação se distribuirá entre os dias 27, 28 e 29/nov (sex, às 21h; sáb e dom, às 20h30), os destaques ficam por conta da pré-estreia de O Especulador de Olhos Invisíveis de Carne, da Cia. Corpos Nômades, e Alavancas e Dobradiças, de Célia Gouvêa (ver foto acima). No dia 28, à meia-noite, há a Sessão Meia-Noite Olho Neles, dedicada a trabalhos de nov@s artistas e grupos.

No domingo (29/nov, 14h às 17h), a coreógrafa Sonia Mota ministrará a oficina HAIKUTANZ, na qual integrará criação de haikus e composição dramatúrgica. As/Os interessad@s em participar da atividade devem enviar um e-mail para mostralugarnomadededanca@gmail.com, incluindo uma carta de intenção.

Com ingressos a R$10 (inteira) e R$5 (meia-entrada), a Mostra Lugar Nômade de Dança possui classificação indicativa 14 anos. O Espaço Cênico O Lugar fica na Rua Augusta, 325 – Consolação – São Paulo (SP).

companhia híbrida mostra de dança
Companhia Híbrida em “Olho Nu” / foto: Rodrigo Buas

Por sua vez, a Dança à Deriva – Mostra Latino-Americana de Dança Contemporânea chega à sua 3a. edição também em São Paulo. Com uma programação que se estende por uma semana, a partir de amanhã (23/nov), a mostra ocupará todos os espaços do Complexo Cultural FUNARTE SP com oficinas, conversas, seminário e trabalhos de 18 companhias (dentre as quais, 8 nacionais), sempre com entrada franca.

Leia mais:  O corpo em 3 estações: oficinas em São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG) e Canoa Quebrada (CE)

Mais do que produzir uma mostra de dança, o evento busca fomentar relações que resultem numa integração maior entre os países da América Latina, favorecendo novos fluxos e rotas de intercâmbio. Conforme aponta Solange Borelli, diretora geral de Dança à Deriva:

Estas participações permitem interagir com novos e diferentes potenciais públicos, bem como criar sinergias com distintos parceiros, agentes e redes de cooperação. Entendemos que a participação institucional, de âmbito nacional e internacional, em projetos desse porte, é uma iniciativa que precisa ser incentivada continuamente.

A abertura da mostra acontece amanhã, às 20h30, com a apresentação de Olho Nu, espetáculo da Companhia Híbrida (ver foto acima), desenvolvido a partir de estudos sobre hip hop e fragilidade. Nos dias seguintes, o evento prossegue com oficinas diárias, no turno da manhã (10h30 às 13h30); espaços de compartilhamento e conversas sobre os trabalhos apresentados (chamados de “Conservatório”), à tarde (15h30 às 17h30); além de sessões de espetáculos e propostas cênicas à noite (19h às 21h), distribuídas entre as Salas Renée Gumiel e Guiomar Novaes, a Galeria Flávio de Carvalho e as áreas externas de convivência da FUNARTE.

No domingo (29/nov, a partir de 15h30), a mostra ainda acolherá o fórum Dança e Sustentabilidade, composto de mesas de discussão nas quais representantes de grupos e coletivos apresentarão “modos de ser, existir e fazer dança em seus países”.

Para informações mais detalhadas sobre Dança à Deriva, visite: dancaaderiva.wordpress.com. O Complexo Cultural FUNARTE SP fica na Alameda Nothmann, 1.058 – Campos Elíseos – São Paulo (SP).

 

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