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O cultivo da singularidade em 2 espetáculos

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Vanessa Macedo, da Cia. Fragmento de Dança, em “Um Corpo Só” / foto: Leo Lin

De amanhã até domingo (4-6/dez), acontecem as últimas apresentações da temporada de Um Corpo Só, com a Cia. Fragmento de Dança, no Kasulo Espaço de Cultura e Arte (SP). O solo, criado e dançado por Vanessa Macedo (ver foto acima), retoma experiências significativas inscritas no corpo da artista e assume discussões às quais se dedica, tais como a fricção entre forma e sentido, o feminino e obras confessionais.

Mesmo sem estar em cena ela mesma, Vanessa já evidenciava uma inclinação a composições estruturadas em dramaturgias solísticas nos últimos trabalhos da Cia. Fragmento de Dança, que dirige há 13 anos. Para a dança-depoimento proposta em Um Corpo Só, a bailarina-coreógrafa buscou interlocução no teatro, através do núcleo de compartilhamento de projetos do Grupo XIX de Teatro, sob orientação da atriz Janaina Leite:

Na dança, a autobiografia não é um gênero como é no teatro, onde há interesses por conteúdos pessoais-confessionais um do outro, que acabam se misturando aos seus próprios.

Além da colaboração de Janaina Leite, Um Corpo Só ainda contou com as parcerias de Angela Nolf e Maitê Molnar, também integrante da Cia. Fragmento de Dança. O projeto de criação do espetáculo foi contemplado pela 16a. edição do Programa de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo.

As últimas sessões de Um Corpo Só acontecem nesta sexta e sábado (às 21h), e no domingo (às 19h), com entrada franca e classificação indicativa 12 anos. Os ingressos devem ser retirados com uma hora de antecedência de cada sessão.

Leia mais:  Na ponte RJ-SP: Vídeo Comentado, no Gisele Alvim Espaço de Dança + processo seletivo para a Cia. Ângelo Madureira & Ana Catarina Vieira

O Kasulo Espaço de Cultura e Arte fica na Rua Sousa Lima, 300 – Barra Funda – São Paulo (SP).

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“Ritmo de Forma Silenciosa”, com a Margaridas Companhia de Dança / foto: divulgação

Em Brasília (DF), Ritmo de Forma Silenciosa, oitavo trabalho da Margaridas Companhia de Dança, ganha brevíssima temporada no SESC Garagem (ver foto acima). Com sessões de amanhã a domingo (4-6/dez), o espetáculo trata de pertencimento e reconhecimento da singularidade, com coreografia criada a seis mãos – por Adi Oliveira, Cleani Marques Calazans e Laura Virgínia.

Ritmo de Forma Silenciosa estrutura-se a partir do jazz, num processo criativo sintonizado com o movimento de direitos civis nos Estados Unidos nas décadas de 1960 e 1970, a luta contra a opressão sofrida pela população negra. “O jazz conseguiu colocar os negros numa linha de frente com reconhecimento mundial e, por essa razão, foi a inspiração para a montagem”, aponta Laura Virgínia, que assina a direção do espetáculo.

Ritmo de Forma Silenciosa possui sessões nesta sexta e sábado (às 21h), e no domingo (às 20h), com classificação indicativa livre e ingressos a R$30 (inteira) e R$15 (meia-entrada). O SESC Garagem fica na Rua W4, s/nº, quadra 713/913, Sul, Lote F – Brasília (DF).

 

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