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Entrada franca: 2 performances no fim de semana

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Célia Gouvêa em “Alavancas e Dobradiças” / foto: Vitor Vieira

Depois de uma passagem pela 8a. edição da Mostra Lugar Nômade de Dança no mês de novembro, Célia Gouvêa segue apresentando Alavancas e Dobradiças, seu mais recente trabalho (ver foto acima). De hoje a domingo (11 a 13/dez), a “peça de dança” (nas palavras da artista) ganha sessões gratuitas na Sala Anexo do Centro Cultural São Paulo (CCSP).

Em cena, Célia compartilha sua trajetória, em meio a palavras, gestos e passos, lança a pergunta “O que é a dança para você?” e questiona a atual proliferação de relatos pessoais cênicos – ao mesmo tempo em que ela mesma promove um. Alavancas e Dobradiças retoma coreografias do repertório da artista e cita filósof@s, mestr@s e parceir@s de cena, ao som do 2º movimento do “Concerto para Violino e Orquestra” do compositor estadunidense Philip Glass.

No palco nu, Célia opta pelo arame enquanto elemento visual de destaque em Alavancas e Dobradiças. O material maleável, simples e imprevisível, dá o tom do momento vivido pela artista, que tem a certeza de que o passar dos anos propicia “deixar de lado o que é supérfluo e ficar com o que importa”.

No CCSP (Rua Vergueiro, 1.000 – Paraíso), as apresentações de Alavancas e Dobradiças acontecem às 21h (hoje e amanhã) e 20h (domingo), com classificação indicativa livre e ingressos a serem retirados com uma hora de antecedência de cada sessão.

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Maikon K em “Terrário” / foto: Lauro Borges

Em cartaz em Curitiba (PR), com sessões gratuitas que também se estendem até domingo (13/dez), Terrário é o novo trabalho de Maikon K (ver foto acima), artista interessado nas fronteiras entre performance, dança e teatro. Em parceria com o cenógrafo Fernando Marés, o trabalho se instala numa estrutura cênica, que convida o público a posicionar-se como voyeur, e permite a Maikon um aprofundamento da relação do corpo com materiais como espelhos, areia e luz.

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O processo criativo do trabalho teve início através da performance DNA de DAN, selecionada pela performer sérvia Marina Abramovic em março deste ano, no contexto de sua passagem pelo Brasil e inauguração da exposição Terra Comunal no SESC Pompeia (SP). Num sentido comum, terrário é um ambiente recriado em suas condições ambientais para a sobrevivência de um ser vivo; neste ambiente, insere-se uma parede transparente, para que o animal ou planta seja observado por pesquisador@s. Galeria, zoológico, vitrine, exposição, são palavras que vêm à cabeça ao ler sobre o trabalho de Maikon.

Ao lidar com a superexposição ao olhar do outro, o artista leva à cena questões urgentes de nossa comunicação contemporânea: um confinamento atravessado pela possibilidade de alcançar o mundo, assim como o mundo atravessando distâncias, paredes e fronteiras através de imagens e fibras óticas. Conforme aponta a sinopse do trabalho:

Terrário é sobre observar e ser observado, sem no entanto se deixar tocar. É ver sua própria imagem e não se reconhecer. Holograma de cubo e olhos.

Com sessões às 20h, a temporada de Terrário acontece no Estúdio 455, localizado à Rua Floriano Essenfelder, 455 – Alto da Glória – Curitiba (PR).

 

[*] Esta postagem contou com a colaboração de André Bern.

 

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