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São Paulo: dança no pós-Carnaval

Museu Encantador São Paulo
“Museu Encantador”, com as performers Joana Levi, Rita Natálio e Teresa Silva / foto: Eduardo Verderame

Em Museu Encantador, projeto de performance e artes visuais que integra os imaginários brasileiro e português, Joana Levi, Rita Natálio e Teresa Silva interagem com obras e objetos numa instalação (ver foto acima). O trabalho, que recebe o público com entrada franca aos sábados e domingos (às 17h), permanece em cartaz na CAIXA Cultural São Paulo até o final do mês (28/fev).

Museu Encantador versa sobre encantamento e memória entre Brasil e Portugal e desafia-nos a pensar a construção de um museu como uma performance. Na instalação, há objetos doados por colaborador@s – residentes nos dois países – que foram escolhidos a partir da pergunta: “O que você doaria a um museu do encantamento cultural entre Brasil e Portugal?”. Aberta à visitação diariamente (ter a dom, 9h às 19h), a obra compõe-se de tubos de PVC: “uma trama de canos onde se penduram e escondem as doações de artistas convidados e objetos recolhidos nas residências de pesquisa em várias cidades do Brasil e Portugal”, conforme explica o texto de divulgação.

Além da instalação-performance, Museu Encantador ainda inclui duas outras atividades em sua temporada na CAIXA Cultural São Paulo: a palestra “Niilismo e o esgotamento”, a ser ministrada pelo professor e filósofo Peter Pál Pelbart no dia 20 (sáb), às 17h; e a oficina “A cultura através do encantamento”, com mediação de Rita Natálio e Joana Levi, nos dias 20 e 21 (14h às 17h). Em ambos os casos, as/os interessad@s devem se inscrever através do e-mail museuencantador@gmail.com. Uma observação importante: nos dias 20 e 21/fev, não haverá performance.

A CAIXA Cultural São Paulo fica na Praça da Sé, 111 – Centro (metrô Sé) – São Paulo (SP).

Silêncio São Paulo
“Silêncio”, com o Núcleo Rodarte / foto: Andrea Dias

Silêncio, a nova empreitada criativa do Núcleo Rodarte, faz sua estreia amanhã (12/fev) em Sorocaba (SP), com uma coreografia aliada a recursos tecnológicos para questionar “o ruído que o silêncio em suas diferentes esferas causa na relações entre casais” (ver foto acima). Com apresentações gratuitas no Barracão Cultural Sorocaba (Av. Afonso Vergueiro, 310 – Centro), o espetáculo conta com a parceria do agrupamento Andar 7, além do apoio da empresa de tecnologia Epson.

Conforme revela Evelin Bandeira, bailarina e idealizadora do projeto, Silêncio nasce de uma necessidade de discussão sobre a dificuldade de comunicação em relacionamentos pós-modernos:

O espetáculo procura construir um diálogo íntimo e poético com a simultaneidade dos acontecimentos – dança e projeção – utilizando uma narrativa capaz de transportar a plateia para um estado de permanente expectativa (…) Através da tecnologia, buscamos criar possibilidades de novas sensações para o público.

Contemplado através do edital Primeiras Obras de Dança 2015 (ProAC – Programa de Ação Cultural / Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo), Silêncio faz uso de sensores e interfaces videográficas, que contribuem à pesquisa de linguagem proposta pelo Núcleo Rodarte em torno de dança, tecnologia e ambientação visual. Em cena, Evelin Bandeira dança com os bailarinos Eduardo Barros e Junior Lima, que se revezam a cada sessão do espetáculo.

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No Barracão Cultural Sorocaba, as apresentações de Silêncio acontecerão nos dias 12, 13, 14, 20, 21, 27 e 28/fev, sempre às 20h. No mês de março (4 a 6), o espetáculo ganha novas sessões no Auditório Francisco Beranger, em Votorantim (Av. Ver. Newton Vieira Soares, 291 – Centro), também às 20h.

Em ambos os locais, as/os interessad@s devem retirar seus ingressos com uma hora de antecedência de cada sessão. Silêncio possui classificação indicativa 14 anos.

por+vir São Paulo
Cia. de Danças de Diadema em “por+vir” / foto: Paulo Cesar Lima

Em celebração dos seus 20 anos de atividades, a Cia. de Danças de Diadema segue apresentando por+vir (ver foto acima), coreografia concebida de maneira colaborativa por Ana Bottosso, Cláudia Palma, Fernando Machado, Henrique Rodovalho, Luís Arrieta, Mário Nascimento, Pedro Costa, Sandro Borelli e Sérgio Rocha. O novo trecho da temporada de estreia do espetáculo acontece no SESC Santo Amaro (R. Amador Bueno, 505), que recebe duas sessões amanhã e sábado (12 e 13/fev).

por+vir é um teste de versatilidade d@s bailarin@s – na experiência de colaboração com criador@s tão distintos, el@s ressignificam gestos e memórias. Conforme afirma Ana Bottosso, diretora da Cia. de Danças de Diadema, “não há um tema linear, mas uma linha de movimentos envolvendo a trajetória artística pessoal de cada criador e suas facetas”.

Com classificação indicativa livre e ingressos a R$20 (inteira), R$10 (meia-entrada) e R$6 (associad@s SESC), as sessões de por+vir no SESC Santo Amaro acontecem às 21h (amanhã) e 20h (sábado). No dia 20 (sáb), o SESC Santo André (R. Tamarutaca, 302 – Vila Guiomar) recebe uma sessão única do espetáculo.

 

[*] Esta postagem contou com a colaboração de Gabriela Alcofra.

 

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