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Final de semana: 5 espetáculos na região sudeste

espetáculos Marcelo Gabriel
Marcelo Gabriel em “Danças do Abismo 2” / foto: Daniel Mansur

Dançarino e diretor da Companhia de Dança Burra, Marcelo Gabriel estreia hoje e amanhã (19 e 20/fev, às 20h30), no SESC Pinheiros (SP), o solo Danças do Abismo 2 (ver foto acima). A pesquisa para desenvolvimento do trabalho teve início em Berlim (Alemanha), em 2006 – após uma convivência com grupos indígenas maxacalis, o artista transformou a experiência em teatro físico.

Confira abaixo um vídeo de divulgação do solo:

Danças do Abismo 2 lida com situações que o corpo experimenta ao cruzar fronteiras territoriais. Pontua a diversidade e os paradoxos construídos a partir de posições políticas de figuras como a alemã Angela Merkel e o húngaro Viktor Orbán. Conforme explica Marcelo, no texto de divulgação do solo:

A obra faz entender que o momento atual é uma compreensão da memória construída pela História, e que essa História muitas vezes diz respeito a episódios de extermínio e limpeza étnica. [Em Danças do Abismo 2] Não existe uma coreografia, não existe uma estrutura formal de cenas. O que se afirma ali é a presença humana errante, a despeito de todas as adversidades.

Danças do Abismo 2 possui ingressos a R$25 (inteira) e R$12,50 (meia-entrada), com classificação indicativa 10 anos. O SESC Pinheiros fica na Rua Paes Leme, 195 – Pinheiros – São Paulo (SP).

espetáculos Perversos Polimorfos
Cia. Perversos Polimorfos em “Movimento Para Um Homem Só” / foto: Fábio Furtado

Dirigida por Ricardo Gali, a Cia. Perversos Polimorfos inicia circulação do espetáculo Movimento Para Um Homem Só (ver foto acima) em espaços descentralizados da cidade de São Paulo. Depois das sessões de hoje e amanhã (19 e 20/fev, às 19h) no Centro de Referência da Dança (CRDSP), o trabalho segue em temporada em diversos CEUs (Centros Educacionais Unificados), teatros e centros culturais – aos quais a dança não costuma chegar com tanta frequência.

Movimento Para Um Homem Só foi criado com recursos da 18a. edição do Cultura Inglesa Festival, que estimula artistas a criar peças inéditas a partir de obras de arte inglesas. A criação do espetáculo da Cia. Perversos Polimorfos teve como ponto de partida a obra do artista visual e grafiteiro britânico Banksy – em especial, a ocupação realizada por ele e a dupla brasileira osgemeos em Nova York, em 2013 (intitulada “Better Out Than In”; em tradução livre, “Antes fora do que dentro”).

Com apresentações gratuitas e classificação indicativa livre, a circulação de Movimento Para Um Homem Só integra o Projeto Retrovisor, contemplado pela 19a. edição do Fomento à Dança da Cidade de São Paulo. Confira abaixo informações práticas sobre as sessões:

  • 19 e 20/fev (sex e sáb, às 19h) >> Centro de Referência da Dança de São Paulo (CRDSP) — Baixos do Viaduto do Chá, ao lado do Theatro Municipal de São Paulo – Centro
  • 22/fev (seg, às 16h e 20h) >> CEU Quinta do Sol — Avenida Luiz Imparato, 564 – Parque Cisper
  • 23/fev (ter, às 17h e 19h) >> CEU Paraisópolis — Rua Doutor José Augusto de Souza e Silva – Jardim Parque Morumbi
  • 24/fev (qua, às 20h) >> Casa de Cultura de Santo Amaro — Praça Doutor Francisco Ferreira Lopes, 434 – Santo Amaro
  • 2/mar (qua, às 20h) >> Teatro Leopoldo Fróes — Rua Antônio Bandeira, 114 – Vila Cruzeiro
  • 9/mar (qua, às 16h e 20h) >> Centro Cultural da Juventude — Avenida Deputado Emílio Carlos, 3.641 – Vila Nova Cachoeirinha
  • 16/mar (qua, às 20h) >> CEU Heliópolis — Estrada das Lágrimas, 2.385 – Ipiranga
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espetáculos Grupo Camaleão
“Retina”, com o Camaleão Grupo de Dança / foto: Ed Félix

De hoje a domingo (19 a 21/fev), o Camaleão Grupo de Dança apresenta Retina em Belo Horizonte (MG) (ver foto acima). Com sessões no Teatro Francisco Nunes, por ocasião da 42a. Campanha de Popularização do Teatro e da Dança (promovida pelo SINPARC – Sindicato dos Produtores de Artes Cênicas de Minas Gerais), o espetáculo apresenta coreografia assinada por Jorge Garcia.

Em Retina, o foco da pesquisa se concentra no excesso de informações e na capacidade de retenção delas pelo sistema visual. Em cena, o espetáculo estrutura-se a partir de um diálogo entre danças urbanas e dança contemporânea – que foi agraciado com o Prêmio Copasa/SINPARC 2013 em 4 categorias (Melhor Espetáculo, Iluminação, Cenografia e Trilha Sonora). O trabalho, que é a décima quarta criação do repertório do Grupo Camaleão, conta com a direção geral de Marjorie Quast e a direção artística de Inês Amaral.

Com ingressos a R$10 (inteira) e R$5 (meia-entrada), Retina possui sessões às 20h (sex e sáb) e 19h (dom). O Teatro Francisco Nunes fica na Avenida Afonso Pena, s/nº- Parque Municipal – Centro – Belo Horizonte (MG).

espetáculos Núcleo Artérias
Núcleo Artérias em “Bananas 15” / foto: Jônia Guimarães

No SESC Belenzinho (SP), o Núcleo Artérias apresenta Bananas 15 neste final de semana (19 a 21/fev) (ver foto acima). Em cena, integrantes do Núcleo ocupam o espaço de modo a questionar as fronteiras entre performers e plateia, também promovendo problematizações de gênero.

Neste sentido, a pesquisa empreendida para a criação de Bananas 15 explora construções sociais, tendo como foco padrões de comportamento do imaginário coletivo considerados exclusivamente masculinos. A partir da investigação corporal do sistema digestivo, o grupo explora padrões básicos de sobrevivência – do visceral ao faminto – para elaborar gestos e condutas de um corpo que domina territórios.

Bananas 15 possui sessões às 20h (sex e sáb) e 17h (dom), com classificação indicativa 16 anos e ingressos a R$20 (inteira), R$10 (meia-entrada) e R$6 (associad@s SESC). O SESC Belenzinho fica na Rua Padre Adelino, 1.000 – Belém – São Paulo (SP).

espetáculos Michel Groisman
“Máquina de Desenhar”, de Michel Groisman / foto: Gabriela Duvivier

No Rio de Janeiro, o inventor e performer Michel Groisman leva ao Centro Coreográfico da Cidade sua mais nova “traquitana”, como ele mesmo define Máquina de Desenhar (ver foto acima). Depois de passar pelo famoso museu inglês Tate Modern, a Máquina aporta no Rio de Janeiro, onde fica disponível para interação amanhã (20/fev, 17h30 às 19h).

A Máquina de Desenhar destina-se a criar pinturas coletivas a partir de um engajamento físico e social: pessoas desconhecidas interagem entre si e com um aparato de madeira de 8m³. A estrutura é composta de roldanas, cordas, rolamentos, eixos móveis, mangueiras e garrafas de tinta.

Para que funcione, é preciso que 4 pessoas controlem o movimento dos pincéis, enquanto outras 4 se responsabilizam pelo fluir das cores. Esses oito corpos unidos à máquina executam uma performance, coordenada por Michel.

Quem ficou com vontade de experimentar a Máquina deve se programar e aparecer no Centro Coreográfico amanhã. A atividade é gratuita, com classificação indicativa livre para todos os públicos.

O Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro fica na Rua José Higino, 115 – Tijuca (metrô Uruguai) – Rio de Janeiro (RJ).

 

 

[*] Esta postagem contou com a colaboração de André Bern.

 

 

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