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5 danças para conferir em São Paulo

“Ó”, de Cristian Duarte / foto: Haroldo Saboia

Idealizador e coordenador do projeto LOTE Osso, o coreógrafo Cristian Duarte apresenta na Casa do Povo (SP) as últimas sessões da temporada de sua nova criação, intitulada Ó (ver foto acima). Desenvolvido colaborativamente com Aline Bonamin, Bruno Levorin, Felipe Stocco e Tom Monteiro, o trabalho – que nasce do desejo de construção de uma dramaturgia tátil, de exploração de modulações de percepção e afeto – ganha sessões hoje e amanhã (25 e 26/mar).

Gestado durante uma residência no contexto do projeto LOTE – plataforma que reúne divers@s artistas com interesse comum em compartilhar ferramentas e procedimentos num ambiente propício à criação – Ó dá continuidade à pesquisa de Cristian sobre minimalismo na dança e busca ressignificar o discurso relacional presente na narrativa do mito grego Orfeu – uma contribuição feita pela companhia alemã CocoonDance, que serviu de ponto de partida para elaborar novas metáforas sobre escolhas.

As sessões de Ó na Casa do Povo acontecerão sempre às 21h, com classificação indicativa 14 anos e ingressos a R$20 (inteira) e R$10 (meia-entrada). A Casa do Povo fica na Rua Três Rios, 252 – 2º andar – Bom Retiro – São Paulo (SP).

"Corpo Lugar", com alun@s da Escola Viva de Artes Cênicas de Guarulhos (SP) / foto: divulgação
“Corpo Lugar”, com alun@s da Escola Viva de Artes Cênicas de Guarulhos (SP) / foto: divulgação

Em Guarulhos (SP), alun@s de dança contemporânea da Escola Viva de Artes Cênicas da cidade apresentam um experimento site-specific (ver foto acima), sob orientação do artista Felipe Cirilo (em colaboração com Ana Lúcia Gouveia, Simone Carleto e Fernanda Perniciotti). Com apresentações gratuitas neste sábado e domingo (26 e 27/mar), nas proximidades do Teatro Padre Bento (no Jardim Tranquilidade), o experimento chama-se Corpo Lugar – Sinta-se em casa, mas na disciplina  – e funcionará como uma formatura para as/os alun@s da Escola Viva.

Conforme explica Simone Carleto, as apresentações propõem “um experimento de dança na rua, para todo mundo ver” e buscam chamar a atenção das pessoas para os locais da cidade de Guarulhos enquanto territórios de convivência: “É na rua (…) que pode acontecer tudo de inesperado. Cada vez que eles ensaiam, sai algo diferente”. Uma dica importante: em caso de chuva, as apresentações serão canceladas.

Corpo Lugar ganha sessões às 20h (no sábado) e 19h (domingo), com classificação indicativa livre. Para obter mais informações, envie um e-mail para escolaviva.guarulhos@gmail.com ou ligue para (11) 2229-5043.

O Teatro Padre Bento fica na Rua Francisco Foot, 3 – Jardim Tranquilidade – Guarulhos (SP).

Marcos Sobrinho em "Um Poema para Carmen" / foto: Dani Sandrini
Marcos Sobrinho em “Um Poema para Carmen” / foto: Dani Sandrini

No Centro de Referência da Dança de São Paulo (CRDSP), o coreógrafo sergipano Marcos Sobrinho apresenta o solo Um Poema para Carmen amanhã (26/mar) (ver foto acima), com entrada franca. O trabalho parte da relação com o figurino para relacionar-se com imagens e gestuais, elaborando assim uma reflexão sobre os arquétipos evocados pela cantora Carmen Miranda.

Abaixo, confira um vídeo de divulgação do espetáculo:

De nacionalidade portuguesa, Carmen tornou-se um ícone musical e performático do Brasil – uma artista reconhecida não apenas por suas canções, mas pelos gestos e figurinos que compunham a persona inventada por/para ela. Em Um Poema para Carmen, Marcos Sobrinho envolve-se com a exaltação promovida pelo figurino e suas possibilidades de movimento, compondo uma performance que dialoga com a dança e a música, passeando de maneira experimental por vários campos de expressão artística.

Leia mais:  Associação Nacional de Pesquisadores em Dança (ANDA) realiza segundo congresso em São Paulo

No CRDSP (baixos do Viaduto do Chá, s/nº – Centro), Um Poema para Carmen ganha sessão às 19h, com classificação indicativa livre.

"Mangalam", de Sônia Galvão / foto:
“Mangalam, nos Passos do Guru”, de Sônia Galvão / foto: Fábio Chelini

Mangalam, nos Passos do Guru (ver foto acima) é a nova criação da coreógrafa e especialista em dança indiana Sônia Galvão, que conta com sessões no Centro Cultural São Paulo (CCSP) de hoje a domingo (25 a 27/mar). O espetáculo reúne diversas técnicas de dança indiana em diálogo contemporâneo com a dança balinesa e a dança moderna ocidental.

Confira abaixo um vídeo de divulgação do trabalho:

Na empreitada criativa do espetáculo, Sônia se debruçou sobre o significado das palavras “mangalam” (auspicioso, abençoado) e “guru” (aquele que dissipa toda a escuridão da ignorância ao trazer a luz do conhecimento) para alinhavar o rico universo cultural com o qual trabalha. Tal diversidade integra o rigor da tradição e o olhar multifacetado da contemporaneidade, e propõe uma perspectiva mais ampla sobre gestuais e simbolismos milenares.

As datas das apresentações no CCSP foram escolhidas cuidadosamente para que coincidissem com a celebração do Guru Purnima – Dia d@ Mestr@, também conhecido como Dia d@ Devot@. As sessões de Mangalam, nos Passos do Guru acontecerão às 21h (hoje e amanhã) e 18h (domingo), com classificação indicativa livre e ingressos a R$10 (inteira) e R$5 (meia-entrada).

O CCSP fica na Rua Vergueiro, 1.000 – Paraíso – São Paulo (SP).

Cia. Corpos Nômades em / foto:
Cia. Corpos Nômades em “O Especulador dos Olhos Invisíveis de Carne / foto: Henk Nieman

Dirigida por João Andreazzi, a Cia. Corpos Nômades segue em temporada com O Especulador dos Olhos Invisíveis de Carne (ver foto acima) em sua sede na Rua Augusta. Com sessões de sexta a domingo até 1/mai, o espetáculo recupera o conceito de “corpo nômade”, tema de pesquisa iniciada por Andreazzi 16 anos atrás.

Confira abaixo um vídeo de divulgação do trabalho:

Nesse movimento de resgate, a companhia revisitou os locais da pesquisa empreendida em 1999 – dentre eles, a extinta Favela do Gato (atualmente chamada de Conjunto Habitacional do Parque do Gato), e aldeias indígenas Guarani (localizadas no Pico do Jaraguá, Krukutu e Tenondé-Porã) – com o fim de investigar as mudanças ali ocorridas desde então.

Conforme o coreógrafo explica:

Para este espetáculo resgatamos o conceito de “nômade”, da errância do corpo, para encontrar um caminho que nos permeia neste sistema em que vivemos, uma compreensão do período de existência desses corpos e as transformações que ali ocorreram. 

O Especulador dos Olhos Invisíveis de Carne ainda estabelece pontes conceituais com os filósofos franceses Gilles Deleuze e Félix Guattari – sobre os temas do capitalismo e da esquizofrenia – além da obra “O Despovoador”, do dramaturgo irlandês Samuel Beckett, para promover reflexões sobre o sufocamento causado pela especulação imobiliária nas grandes cidades e a má utilização e distribuição do solo.

O Espaço Cênico O Lugar (Rua Augusta, 325 – Consolação), sede da Cia. Corpos Nômades, recebe as sessões do espetáculo às 21h (sextas e sábados) e 20h (domingos), com classificação indicativa 14 anos e ingressos a R$20 (inteira) e R$10 (meia-entrada).

 

[*] Esta postagem contou com a colaboração de André Bern.

 

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