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2 espetáculos e uma performance para conferir na ponte RJ-SP

“Mpemba Nyi Mukundu”, com a Companhia de Dança Contemporânea de Angola / foto: divulgação

Uma das atrações do projeto Encontros com África, promovido pela Prefeitura de Niterói (RJ), a Companhia de Dança Contemporânea de Angola apresenta sessões gratuitas de Mpemba Nyi Mukundu (ver foto acima) hoje e amanhã (7 e 8/abr, às 20h) no Teatro Municipal da cidade. Inspirado num conto da etnia Côkwe, o espetáculo utiliza projeções e outras tecnologias, integradas às máscaras, desenhos na areia (chamados de “sona”) e pinturas características da cultura do nordeste angolano.

Com coreografia assinada por Cláudia Martins e Rafael Carriço, o espetáculo destaca elementos tradicionais e atemporais através de uma dança que dialoga com outros discursos corporais e se prolonga em meio às linguagens do graffiti e do vídeo. Conforme aponta o texto de divulgação:

Mpemba Nyi Mukundu resgata da tradição a atualidade de uma mensagem atemporal, a partir de dois opostos nas culturas bantu: o branco (mpemba) e o vermelho (mukundu), duas argilas com aplicações e significados rituais e mágicos muito específicos.

O projeto Encontros com África busca estreitar os laços entre a cidade de Niterói e as diversas culturas africanas que se mantém e se renovam, no constante movimento entre tradição e modernidade. Marcos Gomes, coordenador geral do evento, ressalta:

Neste momento em que o mundo inteiro observa o aumento da intolerância, promover a aproximação com um continente tão presente na nossa história é fundamental. Agradecemos a todos os que estão vindo, generosamente, apresentar sua arte em nossa cidade, dando início ao projeto.

Clique aqui e confira a programação completa do Encontros com África, que se estende até o dia 17 – com palestras e apresentações de dança, teatro e música. O Teatro Municipal de Niterói fica na Rua Quinze de Novembro, 35 – Centro – Niterói (RJ).

Cia. de Arte Cadê em “Pra Que Serve a Escola?” / foto: Estúdio Save As

No Teatro SESI Jacarepaguá (RJ), a Cia. de Arte Cadê realiza uma apresentação única de Pra Que Serve a Escola? (ver foto acima) amanhã (8/abr), às 21h. Em diálogo com a performance e o vídeo, o espetáculo lança um olhar questionador sobre a rotina escolar e sua influência sobre a subjetividade.

Com duração equivalente a um tempo de aula, Pra Que Serve a Escola? utiliza-se de elementos cênicos manipulados por 8 intérpretes-criador@s. Conforme aponta o texto de divulgação do espetáculo, passar boa parte da vida nos bancos escolares se tornou uma prática social naturalizada:

Leia mais:  RJ-SP: 2 danças para conferir neste domingo
Ela [a escola] reproduz e legitima as “verdades” de cada sociedade (…) Que significados possuem a distribuição das carteiras, os alunos em fila, o uniforme, a limitação de movimentos, a necessidade do silêncio, os horários certos para beber água e ir ao banheiro? Por que esse controle tão forte sobre o corpo?

A sessão única de Pra Que Serve a Escola? possui ingressos a R$30 (inteira) e R$15 (meia-entrada). Para mais informações, acompanhe o evento criado pela companhia no Facebook.

O Teatro SESI Jacarepaguá fica na Avenida Geremário Dantas, 940 – Jacarepaguá – Rio de Janeiro (RJ).

Alexandre D’Angeli em “Resíduos” / foto: Antonio Juárez

Uma das 10 obras selecionadas para a SP-Arte 2016 – Feira Internacional de Arte de São Paulo, a performance Resíduos (ver foto acima), de Alexandre D’Angeli, ganha uma sessão neste sábado (9/abr) no Pavilhão do Parque do Ibirapuera (SP). O trabalho propõe uma reflexão sobre os resíduos imateriais resultados da ação do homem nas grandes cidades, sobra de seus projetos, investimentos e afetos.

Na performance, Alexandre utiliza 250 kg de areia de cor vermelha e define um trajeto linear de aproximadamente dez metros – no qual uma das extremidades demarca por meio da areia o ponto inicial da ação e segue até o local onde o artista se acomodará. Sobre o artista, é depositada toda a areia restante e, assim, ele permanece imóvel por um período de duas horas. Nos sessenta minutos seguintes, todo o material é deslocado com o uso do corpo de Alexandre para o ponto de origem, restando apenas vestígios – a memória da ação.

Conforme o artista explica:

Tudo o que esperamos e que ainda jaz sepultado, como uma semente de algo precioso, pronta para germinar, mas que está depositado sob um monte de areia, infértil, que é produzida por nossas reiteradas tentativas diárias.

Na SP-Arte, Resíduos acontecerá entre 16h30 e 19h30. A feira possui ingressos a R$40 (inteira) e R$20 (meia-entrada), que também podem ser adquiridos através do site Ingresso.com (cobra-se taxa de serviço).

 

 

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