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Bordas

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Borda é tudo o que define limite em um espaço: onde começa e termina algo. A​s bordas falam sobre contorno, furos e buracos – aquilo que rodeia, circunscreve; os movimentos e corpos que migram e transitam em limites e limiares, sejam eles físicos, geográficos ou simbólicos.

Podemos pensar nas danças trans, inter, mix, multi, híbridas.

Já foi tempo que as bordas eram relacionadas ao b​aixo orçamento e a precariedade. Atualmente, a noção de precário também se associa ao produto. Alguns artistas optam pela estética do precário, como é o caso do trabalho de performance e pesquisa de Eleonora Fabião. O improviso, que muitas vezes é fruto de pesquisas de movimento, também é material cênico e nem por isso é considerado menor ou menos elaborado.

As visões de centro e periferia igualmente se relacionam com o assunto. Pensamos nos sistemas alternativos que traçam estratégias diferenciadas de veiculação e produção de sua autonomia e existência. Tudo o que é chamado de periférico toma algo como centro?

Pode ser mais interessante entender a borda ou a periferia como uma forma que se produz, e que talvez nem necessite do centro para a sua existência ou legitimação. Ela já é.

Grafismo
Ilustração de Mariana Aurélio para o grupo Temas de Dança, que promove o Seminário Bordas do Corpo / fonte: flaviameireles.com.br

Em diversas técnicas e metodologias de dança fazemos exercícios de bordeamento do corpo, com o intuito de dar contorno e noções de limites. Assim como os mapeamentos que fazemos com as mãos – tocando, percutindo e tateando toda a pele, ossos e dobraduras do corpo – é possível fazer mapas e cartografias para dar fronteiras, expandi-­las, comprimi-­las.

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[*] Esta postagem integra a série Repertórios – uma das ações do projeto Dança Carioca na Rede: Corpo e Memória.

 

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