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Memória

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/ fonte: patrialais.blogspot.com.br
“Essas Associações”, de Tino Sehgal, no Centro Cultural Banco do Brasil (RJ) / fonte: patrialais.blogspot.com.br

A memória está no corpo – é possível criar movimentos a partir dela, assim como ela mesma é estimulada através do movimento. Memória pode se tornar matéria plástica, visual, olfativa, escultórica, sonora. A partir dela, é possivel fazer associações, criar identidade individual e de grupo, contar histórias, esquecer, lembrar, dançar.

Coleções, acervos, sites na internet acabam se tornando formas de guardar memórias; instituições da memória, assim como museus. Para o pesquisador Ulpiano Meneses, essas instituições se criam como um sintoma da crise da memória, que é um “mecanismo de esquecimento programado” [1] – em que se pode ter retenção, registro, depósito de informações, conhecimento ou experiências.

Na dança, aprendemos a acessar a memória do corpo via repetição. Segundo o filósofo francês Michel Bernard, na dança o desejo de memorizar pode se dar através de cinco maneiras: notação coreográfica, fotografia, vídeo, filme cinematográfico e testemunhos escritos ou falados [2].

Entrevistas são formas muito atuais, que aparecem em vários projetos de dança, em formatos distintos. Muitas pesquisas estão sendo realizadas com ênfase no recorte dança/memória/história.

Alguns artistas também trabalham com a ideia de que o corpo de um dançarino é, em si, portador de algum capítulo de uma história da dança.

 

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[1] MENESES, Ulpiano Bezerra de. “Os paradoxos da memória”. In: MIRANDA, Danilo Santos de (org). Memória e Cultura. São Paulo: SESCSP, 2007.

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[2] BERNARD, Michel. De la création chorégraphique. Pantin: Centre National de la Danse, 2001.

 

 

[*] Esta postagem integra a série Repertórios – uma das ações do projeto Dança Carioca na Rede: Corpo e Memória.

 

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