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Derivas

Deriva realizada na disciplina Processos Criativos em Dança II, da Universidade Federal de Goiás (UFG)
Deriva realizada na disciplina Processos Criativos em Dança II, da Universidade Federal de Goiás (UFG)

Dutão  dinâmica  dobras  DERIVAS desvios  desdobramentos

Um fazer que produz efeitos de estranhamento em relação ao conhecido; escolha por um desvio ou o ato de não escolher, simplesmente de ser levado. Da ação que gera deslocamentos, que suscita outros caminhos – não necessariamente os esperados – que provoca uma ampliação de possibilidades no universo de opções.

In​ventar “um modo de dizer” pegando atalhos, desviando dos caminhos conhecidos; disposto a correr riscos; portanto, vulnerável também ao fracasso. O movimento de derivar pode se relacionar com criações trans-mídia em dança, através das quais se produzem vídeos, filmes, fotografias, músicas, web-séries.

"Deriva Dodecafônica", pelo Coletivo Teatro Dodecafônico (SP)
“Deriva Dodecafônica”, pelo Coletivo Teatro Dodecafônico (SP)

Os Situacionistas, grupo de ativistas da Europa dos anos 1960, faziam exercícios de derivas urbanas: uma caminhada labiríntica, que tinha como interesse romper com a lógica de organização rígida e modular da cidade moderna. Eles achavam que o desenho da cidade deveria ser criado a partir de um conhecimento experimental e experiencial da mesma – uma apropriação direta do espaço. Esse, sim, era o mapa da cidade; não aquele que circulava como o referencial. Para eles, a deriva “leva a estabelecer o levantamento das articulações psicogeográficas de uma cidade moderna, suas diferentes unidades de ambiente e habitação”.

 

[*] Esta postagem integra a série Repertórios – uma das ações do projeto Dança Carioca na Rede: Corpo e Memória.

 

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