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notações  NÃO-DANÇA non-sense

Muitas vezes assistimos a uma dança e não a reconhecemos como tal. O que está em jogo hoje no cenário da dança contemporânea para além dos movimentos dos corpos?

A não-­dança parece um paradoxo. Em livros de história da dança, ela aparece enquanto conceito a partir dos anos 1990, na França: como um movimento de coreógrafos que, devido ao contato com outras artes – música, artes plásticas, teatro, vídeo – repensou a dança, deixando de lado os “passos” e movimentações até então reconhecíveis e codificados para aproximar elementos dessas outras linguagens artísticas às suas criações. Na maioria das vezes, seus trabalhos são chamados de performance.

Atualmente, podemos pensar sobre a ideia de uma não-dança de forma mais expandida, agregando outros pensamentos e reflexões sobre a dança que fazemos no momento: projetos de dança que envolvem escrita, vídeos, instalações, máquinas, revistas, palestras realizadas por artistas da dança…

Revista "Danzar Mundos", Argentina
Revista “Danzar Mundos”, Argentina

Ou será que a não-­dança também pode ser um pensamento em movimento que quer propor uma forma diferente de dançar?

 

[*] Esta postagem integra a série Repertórios – uma das ações do projeto Dança Carioca na Rede: Corpo e Memória.

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