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Ocupações

Corpos em espaços urbanos: XXXXX, na Bienal SESC de Dança 2015
“Corpos em espaços urbanos”, da Cie. Willi Dorner, na Bienal SESC de Dança 2015

obra de contexto  OCUPAÇÕES  ossos  objetos

Ocupações (ou Ocupas) são espaços vazios, ativados pela presença/ permanência de pessoas. A história das primeiras raves começa dessa forma na década de 1990 na Europa: pessoas que curtiam culturas alternativas buscavam terraços de prédios abandonados em áreas periféricas para fazer suas festas.

Rio Maracatu Arrastão, na Lapa (RJ)
Rio Maracatu Arrastão, na Lapa (RJ)
Os Dois Companhia de Dança, no Rio de Janeiro
Os Dois Companhia de Dança, no Rio de Janeiro
Ocupa Cacilda, projeto de ocupação do Teatro Cacilda Becker (RJ) em 2015.
Ocupa Cacilda, projeto de ocupação do Teatro Cacilda Becker (RJ) em 2015

Mas existem várias utilizações do termo relacionadas aos movimentos de moradias populares, espaços alternativos de cultura. Atualmente, existem políticas de cultura que pegaram a palavra emprestada para usos pontuais de grupos, companhias e coletivos num espaço cultural, com fins de apresentações, oficinas, espetáculos.

Ocupar é um gesto político: preenchimento de um espaço vazio a fim de dar uma função social para algo abandonado ou desocupado.

"Batucada", de Marcelo Evelin
“Batucada”, de Marcelo Evelin

Pensando mais pela via do corpo, uma ocupação é um assentamento de massa no espaço; encaixes do corpo em frestas e buracos, ou deslocamentos de matérias entre espaços cheios e vazios: entre público e privado, dentro e fora, plateia e palco.

"Zona Limítrofe",
“Zona Limítrofe”, de Dally Schwarz, com colaboração de Marcos Aganju e Davidson Ilarindo, no Palco Aberto – Ocupa Cacilda 2015 (Teatro Cacilda Becker (RJ))

 

 

[*] Esta postagem integra a série Repertórios – uma das ações do projeto Dança Carioca na Rede: Corpo e Memória.

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