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Presença

Coco Fusco
Coco Fusco, “Eu Sou Consumidor” – Transperformance Brasil, 2014

PRESENÇA peso  pés  provocações  pensamentos

A presença se relaciona com um estado do corpo, uma ativação do olhar – do tônus que faz um corpo vibrar e se conectar com os demais corpos e energias ao seu redor. Um campo invisível, uma pulsação que percorre toda a ação, a dança ou a cena.

Erika Schwarz
Erika Schwarz, “Obiectare” – Mostra Tribes Quadrienal de Praga, 2015

Trabalhos de presença promovem a dilatação do corpo, a expansão da energia no espaço, a relação com o campo magnético, a transformação do peso do corpo em energia. A presença se relaciona com a ideia integral do corpo – não só físico, mas psicofísico.

Em diversas filosofias – tais como o tao, o budismo, o candomblecismo e as práticas de yoga, por exemplo – percebemos a conexão constante do corpo com o chi, o hara, o axé e o prana, que são energias vitais do corpo, e que se relacionam diretamente com os centros energéticos do corpo.

Alguns trabalhos de performance trazem mais essa referência, como é o caso das criações da performer sérvia Marina Abramovic – que, apesar do longo percurso artístico, sempre esteve conectada com um estado mais invisível do corpo. Em trabalhos da bailarina e coreógrafa alemã Pina Bausch também percebemos essa característica forte da presença como elemento cênico para a dança, que se revela fortemente na criação de imagens.

A presença é uma força vibrátil capaz de se espalhar invisivelmente – assim como um corpo eletrônico que, quando carregado, brilha mais e tem mais energia, potência e vitalidade.

Leia mais:  2 danças para o Dia d@s Namorad@s (parte 2)

 

 

[*] Esta postagem integra a série Repertórios – uma das ações do projeto Dança Carioca na Rede: Corpo e Memória.

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