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Seis Anos Depois: Morena Paiva

Morena Paiva / foto: Julius Mack
Morena Paiva / foto: Julius Mack

Seis Anos Depois é uma série de conversas conduzidas por André Bern com artistas que foram entrevistad@s por ele durante o ano de 2010: Esther Weitzman, Paulo Marques, Morena Paiva, Lígia Tourinho e Giselda Fernandes. A terceira a voltar a conversar com André foi Morena, que também ministrou uma oficina gratuita no Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro como parte do reencontro (confira as fotos de Marina Braga no final desta postagem).

Morena Paiva é Licenciada em Dança pela UniverCidade, e complementou sua formação em programas e residências artísticas voltadas à criação coreográfica e cênica, e aos estudos do movimento humano. Interessa-se pela investigação das fronteiras entre arte erudita e cultura popular, colaborando com artistas e performers de linguagens diversas em criações autorais. Colabora com a comunidade brasileira do Axis Syllabus, apoiando a difusão das informações do sistema. Atualmente, trabalha como professora de Artes Cênicas/Dança na 5a. Coordenadoria Regional de Educação, da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (SME-RJ), e de Expressão Corporal, na Escola Técnica Estadual de Teatro Martins Pena.

Morena Paiva e André Bern / foto: Julius Mack
Morena Paiva e André Bern / foto: Julius Mack

No bate-papo, André e Morena abordam o impacto do trabalho junto ao Coletivo Pague Leve – uma colaboração com Itamar Vasconcellos e Marina Braga (desde 2012, os três passaram a não mais assinar trabalhos conjuntamente). “Trabalhar em coletivo é bem diferente de uma estrutura de companhia de dança (…) Eram três pessoas pensando, dirigindo, atuando, e a gente sempre estava com muitos outros colaboradores”, reflete a artista. Segundo ela, a experiência com o coletivo segue viva nas outras frentes que ela foi ocupando ao longo dos últimos seis anos, junto à comunidade de artistas-pesquisador@s do sistema de análise do movimento Axis Syllabus, e na sua atuação como professora da rede municipal de ensino: “(…) sem esquecer que somos árvores e dentro de nós tem uma intersticialidade caótica acontecendo. Isso não pode ser negado, né… precisa estar integrado”:

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Que a gente se lembre de que não somos essa idealização de uma coisa estanque, estática! A gente pode construir situações, contextos, ambientes, prédios, casas, carros que nos deem estabilidade, mas não deve cair na ilusão de que isso é o que somos. O que somos é a negociação dessas coisas.

Logo após a oficina que Morena ministrou no Centro Coreográfico (RJ) (em 10/mai) – intitulada “Dança Contemporânea Popular” – ela confessou acreditar que a troca com as/os participantes foi uma síntese do que foi abordado na entrevista: “É um momento de colheita (…) de olhar os frutos desse trabalho que já tem 8, 9 anos”:

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A artista ainda estendeu elogios à equipe do ctrl+alt+dança: “Eu deixo toda a minha gratidão, toda a minha reverência, todo o meu aplauso. E que esse trabalho possa prosperar porque ele divulga outras danças (…) muitas possibilidades de expressão do corpo, da cena”:

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Para baixar gratuitamente o fascículo virtual que contém a entrevista com Morena, clique aqui. Seis Anos Depois integra o projeto Dança Carioca na Rede – Corpo e Memória, contemplado pelo Programa de Fomento à Cultura Carioca 2015 (Secretaria Municipal de Cultura / Prefeitura do Rio).

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