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Seis Anos Depois é uma série de conversas conduzidas por André Bern com artistas que foram entrevistad@s por ele durante o ano de 2010: Esther Weitzman, Paulo Marques, Morena Paiva, Lígia Tourinho e Giselda Fernandes. Cada encontro gerará um “teaser” em vídeo, além de um fascículo PDF (para download gratuito) contendo a entrevista.

Cada artista convidad@ ministrou uma oficina gratuita no Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro como parte do reencontro. A ação integra o projeto Dança Carioca na Rede – Corpo e Memória, contemplado pelo Programa de Fomento à Cultura Carioca 2015 (Secretaria Municipal de Cultura / Prefeitura do Rio).

As entrevistas ::

Giselda Fernandes

Giselda Fernandes é bailarina e coreógrafa de Os Dois Companhia de Dança. Desde 2001, desenvolve o conceito de objeto-partner para denominar o uso de objetos cotidianos como parceiros em suas criações coreográficas. Sua companhia possui um repertório de mais de dez trabalhos, reconhecidos através de prêmios e editais públicos (como o Prêmio FUNARTE Artes na Rua 2009 e o Prêmio FUNARTE Klauss Vianna 2006), com apresentações em espaços culturais e eventos de destaque, tais como o Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, o Espaço SESC, o Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro, o Festival Panorama e o Festival Dança em Trânsito. Além disso, Giselda é diretora artística do braço carioca do evento internacional Global Water Dances, focado nas relações entre dança e meio-ambiente.

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Preciso de um longo tempo pra que as coisas se construam. Ao mesmo tempo que sou uma pessoa muito dinâmica, como artista sei que tenho um outro tempo. Quando estou em grupo, sou permissiva, dou muito espaço porque acho que isso é criar em conjunto… mas, às vezes, não dá porque vira obra do outro, o que o bailarino precisa fazer. Não dá pra ser generosa o tempo todo. Quando estou sozinha, sou mais fiel às minhas ideias.

Ligia Tourinho

Lígia Tourinho é atriz, diretora, coreógrafa, dançarina e pesquisadora em Artes da Cena. Professora do Departamento de Arte Corporal (DAC) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Pós-Graduação em Laban da Faculdade Angel Vianna (FAV). Doutora em Artes, Mestre em Artes e Bacharel em Artes Cênicas, todas estas titulações foram obtidas na UNICAMP. Coordenou o Núcleo Carioca do projeto “Mapeamento da Dança nas Capitais Brasileiras e no Distrito Federal – 1a. etapa: oito capitais, em cinco regiões do Brasil”. É fundadora e coordenadora do Grupo de Pesquisa em Dramaturgias do Corpo (DAC/ UFRJ), e autora e diretora do projeto Jogo Coreográfico.

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Estou sempre nessa correria entre a cena artística e a cena acadêmica, e é um lugar que eu escolhi. Estou feliz nesse lugar. Não tenho nenhuma crise, não vou falar mal da academia. Vou defender! Acho que é mais uma conquista dos artistas. Não faz nenhum sentido a gente seguir no caminho contrário a esse. Também é importante pensar que as escolas de arte e as graduações têm que ser do fazer, né. A criação tem que ser uma coisa muito importante. E estar à frente dessas forças de criação é muito legal. Se comparar com 2010, André, acho que eu aumentei a quantidade de trabalhos de uma maneira insana. As coisas vão acontecendo e, às vezes, você se responsabiliza por missões bem maiores.

Morena Paiva

Morena Paiva é Licenciada em Dança pela UniverCidade, e complementou sua formação em programas e residências artísticas voltadas à criação coreográfica e cênica, e aos estudos do movimento humano. Interessa-se pela investigação das fronteiras entre arte erudita e cultura popular, colaborando com artistas e performers de linguagens diversas em criações autorais. Colabora com a comunidade brasileira do Axis Syllabus, apoiando a difusão das informações do sistema. Atualmente, trabalha como professora de Artes Cênicas/Dança na 5a. Coordenadoria Regional de Educação, da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (SME-RJ), e de Expressão Corporal, na Escola Técnica Estadual de Teatro Martins Pena.

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(…) acho que viver a experiência do meu corpo e reconhecê-lo na natureza mudou meu entendimento de forma. E aí quando eu volto pra cidade, olho pra todas essas formas e me pergunto, “como é que é isso?”, “como essa natureza de coisas caóticas acontece em mim?”. Como se colocar na rua, no sinal de trânsito, na marca que está no chão, na verticalidade, na estabilidade, em todas essas relações de se construir? Acho que isso remonta ao Pague Leve, né… toda essa questão da rua, essa pegada da deriva que a gente tinha, essa busca.

Paulo Marques

Paulo Marques iniciou sua carreira de dança e teatro em 1980. Desde então, tem atuado como bailarino, ator, mestre de balé, coreógrafo, pesquisador em dança, ensaiador e diretor de movimento em importantes companhias de dança contemporânea e espaços de dança no Rio de Janeiro, tais como: Marcio Cunha Dança Contemporânea, Márcia Rubin Companhia de Dança, Stacatto Dança Contemporânea (Paulo Caldas), Ana Vitória Dança Contemporânea, Companhia de Atores Bailarinos (Regina Miranda), Lia Rodrigues Companhia de Danças, Esther Weitzman Companhia de Dança, Ateliê Coreográfico (Prefeitura do Rio de Janeiro), Os Dois Cia. de Dança (Giselda Fernandes), Teatro Xirê (Andrea Elias), Cia. Étnica de Dança (Carmen Luz), Gisele Alvim Espaço de Dança, Base Dinâmica (Guilherme Veloso e Rafaela Amodeo), Angel Vianna Escola e Faculdade de Dança.

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Eu quero que as pessoas se foquem, pensem… que seja um lugar propositivo, não de repetição. A dança não é depois dali, ela é ali mesmo. A dança não se faz cenicamente apenas, ela está naquele lugar: o corpo é o mesmo, estou no espaço, o mesmo oxigênio, tem gente em volta, tem tudo, e você se emociona ou não. Essa é uma proposta difícil para algumas pessoas.

Esther Weitzman

Esther Weitzman é especialista em Arte e Filosofia (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, 2006), formada em Dança pela Escola Angel Vianna. Atualmente, integra o corpo docente dos cursos de Licenciatura em Dança e de Teatro da Universidade Candido Mendes (RJ), além de atuar como professora de dança contemporânea na PUC/RJ e na Faculdade Angel Vianna. Em 1992, fundou o Studio Casa de Pedra – Centro de Educação e Arte do Movimento. Em 1999, criou a Esther Weitzman Companhia de Dança, firmando-se como coreógrafa no cenário da dança brasileira. Seus eixos de trabalho são a criação coreográfica, a pedagogia da dança, além da formação de atores, bailarinos e coreógrafos. Sua última criação, Dançar (não) é Preciso, encontra-se em circulação por diversos teatros e espaços culturais da cidade do Rio de Janeiro.

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Isso é uma coisa legal pra falar: a sensação de ter um grupo imenso de colegas de trabalho! Pensando que você vinha hoje, lembrei com orgulho e muita alegria de como em cada grupo se forma uma identidade, como todo mundo fica tão amigo. Então, é bonito pensar nesses seis anos… acho que foram seis anos mais maduros, fortes.

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